segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A Reação na Alemanha (1842)

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OS ADVERSÁRIOS DA LIBERDADE
Liberdade, realização da liberdade: quem pode negar que estas palavras estão agora à cabeça da ordem do dia da história? Amigos e inimigos reconhecem-no apesar de tudo, e ninguém ousa declarar-se abertamente e audaciosamente adversário da liberdade. Mas falar de alguma coisa e reconhecê-la não lhe dá uma existência real, e isto, o evangelho, sabe-o bem[1]; na realidade, há infelizmente ainda uma multidão que, verdadeiramente, não acredita do mais profundo do seu coração, na liberdade. Vala a pena, no interesse desta causa, ocuparmo-nos deles. Pertencem a tipos muito diferentes: encontramos, em primeiro lugar, pessoas bem colocadas, carregadas de anos e de experiência que, na sua juventude, eram mesmo diletantes da liberdade política; um homem rico e distinto encontra, na realidade, um certo prazer requintado em falar de liberdade e de igualdade, o que o torna, além do mais, duplamente importante na sociedade. Mas como não mais podem agora gozar a vida como no tempo da sua juventude, procuram dissimular o seu enfraquecimento físico e intelectual sob o véu da “experiência” — uma palavra tanta vez enganadora —: é perder tempo falar com estas pessoas; nunca levaram a liberdade a sério, nunca a liberdade foi para eles a religião que só conduz aos maiores prazeres e à felicidade suprema pela via das mais terríveis contradições, ao preço dos mais cruéis sofrimentos e da abnegação total e sem reservas. Verdadeiramente não há algum interesse em discutir com eles, porque são velhos e, assim, apesar de tudo, morrerão brevemente.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A política da Internacional (1869)

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Até agora acreditamos, diz La Montagne, que as opiniões políticas e religiosas eram independentes da qualidade de membro da Internacional; e, quanto a nós, é nesse terreno que nos situamos? 

Poder-se-ia crer, à primeira vista, que o Sr. Coullery tem razão. Isso porque, com efeito, a Internacional, ao aceitar em seu seio um novo membro, não lhe pergunta se ele é religioso ou ateu, se pertence a tal partido político ou não pertence a nenhum; pergunta-lhe simplesmente: és operário, ou, se não és, queres, sentes a necessidade e a força para abraçar francamente, completamente a causa dos operários, de identificar-te com ela, à exclusão de todas as outras causas que poderiam ser-lhe contrárias?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Dupla Greve de Genebra (1869)

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Os burgueses provocam-nos. Esforçam-se para nos levar ao desespero por todos os meios, pensando, não sem muita razão, que seria muito bom para seus interesses forçar-nos a travar batalha com eles hoje.

Caluniam-nos e insultam-nos em seus jornais; desnaturam, travestem e inventam fatos, contando com as simpatias de seu público, que os perdoará tudo, desde que os burgueses, os patrões sejam inocentados e os trabalhadores caluniados. Seguros dessa impunidade e dessa simpatia, o Journal de Genève sobretudo, o devoto mentiroso, supera-se em mentiras. Eles não se contentam em provocar-nos e insultar-nos por meio de seus escritos; impacientes para fazerem-nos perder a paciência, recorrem às vias de fato. Seus tristes filhos, essa juventude dourada cujo ócio corrompido e vergonhoso detesta o trabalho e os trabalhadores; esses acadêmicos, doutos em teologia e ignorantes da ciência, esses liberais da rica burguesia, vão às ruas, como no ano passado, e amontoam-se nos cafés, armados de revólveres mal dissimulados em seus bolsos. Dir-se-ia que eles temem um ataque por parte dos operários e que se creem forçados a afastá-los.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Aonde ir e O que fazer (1873)

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Se nos perguntassem, por todo o tempo transcorrido desde a revolta de Dezembro até hoje: O que é um revolucionário russo?, seríamos obrigados a responder: um homem na maioria das vezes jovem, que tem constantemente ímpetos e quer agir, mas que nunca chega a nada, um arrazoador que não cessa de pontificar, que evolui como em seu jardim, entre todas as teorias, sociais ou não, possíveis e imagináveis, mas que não consegue aplicar uma única dentre elas; em resumo, um homem sempre meditando e empreendendo algo, mas que nada sabe conduzir, não digamos ao fim, mas, inclusive, até o esboço de um ato real.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Esclarecendo os erros sobre Mikhail Bakunin (1976)

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INTRODUÇÃO ORIGINAL (LCR, 1976).
O texto a seguir é uma tradução do francês. Foi publicado no Solidarite Ouvrière, o jornal mensal da Alliance Syndicaliste Revolutionnaire et Anarcho-syndicaliste. Temos muitas críticas ao sindicalismo, e isso inclui a sua variante anarco-sindicalista.

No entanto, o ASRAS, em sua reavaliação do movimento libertário, seu compromisso com a política das classes revolucionárias e uma dialética materialista, representa um dos grupos libertários mais valorosos e progressistas da França, juntamente com a Organisation Cominuniste Libertaire e o Collectif pour un Union des Travailleurs Communiste Libertaire.