terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tática e Disciplina do Partido Revolucionário

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O nosso objetivo é criar uma coletividade revolucionária forte mas sempre invisível, uma coletividade que deve preparar a revolução e dirigi-la..., deixando ao movimento revolucionário de massas o seu desenvolvimento total à sua organização social... a mais completa liberdade, mas vigiando sempre para que este movimento e esta organização nunca possam reconstituir autoridades, governos, Estados, e combatendo todas as ambições, tanto coletivas (no gênero da de Marx) como individuais pôr influência natural, nunca oficial, de todos os membros de nossa Aliança, disseminados em todos países, e cuja força vem unicamente de sua ação solidária e da unidade de programa e de objetivos que deve existir sempre entre eles.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Deus e o Estado (1871)

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Esta edição de Deus e o Estado, cujo título não foi de autoria de Bakunin, recupera a primeira, de 1882, organizada por Carlo Cafiero e Elisée Reclus, publicada em Genebra pela Gráfica Jurassiana. No livro Bakounine - combats et idées, lançado pelo Instituto de Estudos Eslavos, Paris, 1979, p. 242, afirma Pierre Pécheaux em artigo intitulado "1882 - Deus e o Estado, editado por Carlo Cafiero e Elisée Reclus": "Este escrito, que é um fragmento da 2ª edição do Império Cnuto-Germânico e a Revolução Social, e o mais conhecido da obra de Bakunin, traduzido para uma quinzena de idiomas, é objeto de pelo menos 75 edições. De 1882 a 1973, levantamos 71 edições em quinze idiomas diferentes". Neste mesmo livro há um outro artigo - "Balanço das publicações" -, onde Pécheaux declara que houve quatro versões de Deus e o Estado: a primeira, de 1882, de Carlo Cafiero e Elisée Reclus; a segunda, de 1895, de Max Nettlau; a terceira, uma combinação dos textos contidos nas duas anteriores e a quarta, do citado Nettlau, acrescida de outros escritos de 1870 e 1871. Em função dessas combinações variadas de textos, cria-se a confusão durante muitos anos a respeito do conteúdo de Deus e o Estado, título que coube a Carlo Cafiero, na edição de 1882, mas que foi aproveitado em diferentes edições subsequentes. A tradução para o português é de Plínio Augusto Coelho.

APRESENTAÇÃO
Esta apresentação foi escrita como advertência para a primeira edição desta obra, em 1882, por Carlo Cafiero e Elisée Reclus.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Publicado o livro "Pensamento e Práticas Insurgentes"

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Apresentação - Andrey Cordeiro Ferreira [1]

O presente livro é resultado de diversas contribuições feitas ao primeiro seminário “Anarquismo: pensamento e práticas insurgentes”, realizado na cidade do Rio Janeiro em 2015[2], bem como de trabalhos de pesquisa do Núcleo de Estudos do Poder.

O seminário discutiu a crise contemporânea do Estado, do capitalismo e as insurgências e resistências anticapitalistas. O objetivo do seminário foi desenvolver uma reflexão crítica sobre as condições objetivas e subjetivas desse processo de crise e insurgência, indicando como saberes e práticas de resistência podem ajudar a descolonizar epistemologicamente as ciências sociais e liberar as vozes subalternas (e sua crítica prático-teórica do capitalismo e dos diferentes tipos de socialismo de Estado). As vozes e práticas que questionam a representação, a organização e a burocratização típicas da sociedade (pós) moderna-industrial (nas suas variantes estatista, neoliberal e socialista de Estado) não foram compreendidas adequadamente, seja a partir da ótica marxista ou liberal (na sua vertente weberiana, durkheimiana, funcionalista e etc.), e é preciso um mergulho na análise de situações concretas, da história em movimento, para alcançarmos uma visão satisfatória.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O sistema capitalista

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Este panfleto é um excerto do ensaio O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social, e está incluído em The Complete Works of Michael Bakunin [As Obras Completas de Mikhail Bakunin] com o título de “Fragment” [“Fragmento”]. Partes do texto foram originalmente traduzidas para o inglês por G. P. Maximoff, para sua antologia de escritos de Bakunin, e as partes faltantes foram traduzidas por Jeff Stein, a partir da edição espanhola, que tem tradução de Diego Abad de Santillán (Buenos Aires, 1926) vol. III, pp. 181-196.

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Será necessário repetir aqui todos os argumentos irrefutáveis do socialismo, que até agora nenhum economista burguês conseguiu contestar? O que é a propriedade, o que é o capital em sua presente forma? Para o capitalista e para o detentor da propriedade, eles significam o poder e o direito, garantidos pelo Estado, de viver sem ter de trabalhar. E, uma vez que nem a propriedade, nem o capital produzem qualquer coisa se não forem fertilizados pelo trabalho, isso significa o poder e o direito de viver à custa da exploração do trabalho alheio, o direito de explorar o trabalho daqueles que não possuem propriedade ou capital e que, portanto, são forçados a vender sua força produtiva aos afortunados detentores de ambos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Necessidade da Organização

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É verdade que há [no povo] uma grande força elementar, uma força sem dúvida nenhuma superior à do governo e à das classes dirigentes tomadas em conjunto; mas sem organização uma força elementar não é uma força real. É nesta incontestável vantagem da força organizada sobre a força elementar do povo que se baseia a força do Estado.

Por isso o problema não é saber se o povo pode se sublevar, mas se é capaz de construir uma organização que lhe dê os meios de se chegar a um fim vitorioso - não por uma vitória fortuita, mas por um triunfo prolongado e derradeiro. (Maximoff, 367, 70).

Diga-se o que se disser, o sistema atualmente dominante é forte, não por suas idéias e pela sua força moral intrínseca, que são nulas, mas por toda a organização mecânica, burocrática, militar e policial do Estado, pela ciência e pela riqueza das classes que têm interesse em mantê-lo. (Obras, VI. 352-353, 71).

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A ilusão do Sufrágio Universal

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Os homens acreditavam que o estabelecimento do sufrágio universal garantia a liberdade dos povos. Mas infelizmente esta era uma grande ilusão e a compreensão da ilusão, em muitos lugares, levou à queda e à desmoralização do partido radical. Os radicais não queriam enganar o povo, pelo menos assim asseguram as obras liberais, mas neste caso eles próprios foram enganados. Eles estavam firmemente convencidos quando prometeram ao povo a liberdade através do sufrágio universal. Inspirados por essa convicção, eles puderam sublevar as massas e derrubar os governos aristocráticos estabelecidos. Hoje depois de aprender com a experiência, e com a política do poder, os radicais perderam a fé em si mesmos e em seus princípios derrotados e corruptos.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Novo site do Arquivo Bakunin


Desde 2009 o Arquivo Bakunin se propõe a divulgar e resgatar o pensamento, vida e memória do filósofo russo Mikhail Bakunin. Acompanhando as novas mídias, optamos por reformular nosso site, assim como difundi-lo nas redes sociais, através de uma página
Dando continuidade a tradição do Arquivo Bakunin, aceitamos colaborações, críticas, assim como sugestões de textos, matérias, eventos, livros e demais publicações em português ou em quaisquer outras línguas. Este contato pode ser feito através de nosso novo e-mail: arquivobakunin.br@gmail.com
Ao longo do tempo, repostaremos o acervo do nosso antigo site, assim como novos materiais.
No mais, esperamos auxiliar a ampliação dos estudos acerca de Mikail Bakunin.

Ateciosamente, 
Os Editores. Brasil, 16.08.2016.